Ouvido normal não percebe diferença no MP3, diz pesquisa

De acordo com uma pesquisa recentemente divulgada nos EUA, um usuário médio de players MP3 tem dificuldade em distinguir a diferença da qualidade de áudio entre os arquivos de 64 kbps e os de alta definição (256 kbps). O estudo focou três diferentes tipos de áudio, desde a “boa” (64kbps), a “melhor” (128kbps) e a “ótima” (256kbps).
Foram utilizados dois estilos diferentes de música, incluindo uma trilha do grupo Santana e uma peça clássica do compositor Aaron Copeland. O estudo também perguntou aos usuários como eles se definiriam em relação a ser “audiófilos”. Os resultados mostraram que aqueles que assim se denominavam podiam sentir as diferenças de forma bem mais clara.
Uma surpresa na pesquisa foi que ouvintes com décadas de treinamento musical em vários instrumentos não mostraram nenhum dom especial para definir as diferentes qualidades de som. Um erro apontado por especialistas na metodologia utilizada: enquanto um CD de áudio convencional armazena músicas com 16 bits e 1411kbps, o MP3 trabalha com taxas 10 a 20 vezes menores.
Assim, dizem os especialistas, notar diferenças em arquivos de 64 ou 128 kbps é quase impossível, já que a baixa qualidade obtida na compressão se torna indiferente nesse formato.
Para reproduzir uma música clássica em toda a sua plenitude e com todos os instrumentos, haveria uma demanda de memória e taxa de transferência muito acima daquilo que um MP3 poderia suportar. Assim, instrumentos como pratos ou címbalos, acabam, por assim dizer, desaparecendo nas baixas definições, colaborando para a dificuldade do ouvinte em determinar diferenças entre uma e outra.
Por Home Theater


18kbps? Acho que tem algo errado aí…